Marlon quer mostrar no profissional o futebol que o credenciou na base

 Uma das grandes promessas de sua geração, o zagueiro Marlon agora terá a oportunidade de mostrar à torcida tricolor o talento que tanto impressionou diversos profissionais da base nos últimos anos. Depois de sentar no banco de reservas em algumas partidas neste ano, ele finalmente teve a chance de estrear no time principal do Fluminense, na goleada por 5 a 2 sobre o São Paulo. E com a lesão de Elivelton, a tendência é que o jogador permaneça entre os 11 titulares nos próximos jogos do Flu no Brasileirão.

Marlon tem 18 anos, chegou às divisões de base do Fluminense em 2009 e é um exemplo perfeito do bom trabalho que é realizado com a molecada de Xerém. Apesar do grande potencial, o atleta precisou ser lapidado para conseguir alcançar o nível que o levou ao elenco profissional do Tricolor. E o processo não é simples. Durante os anos de aprendizado na base, o jogador precisou passar por diversos obstáculos, aprimorar a parte técnica e tática, amadurecer profissionalmente e até mudar a sua posição de origem.

Inicialmente, Marlon era volante. Talvez até por isso, tenha facilidade para sair jogando com a bola no chão. Passou a atuar na zaga apenas no ano passado, quando foi testado na posição em um torneio que os juniores disputaram na Europa. Foi destaque e acabou sendo recuado para a defesa de vez. Por falar em viagens internacionais, ele disputou todas as competições que a base realizou no exterior no ano passado e acumulou uma experiência incrível para um atleta de sua idade.

Em fevereiro deste ano, o zagueiro anulou o atacante francês Thierry Henry durante o confronto da equipe sub-23 do Fluminense com o New York Red Bulls. Após o jogo, o astro internacional fez questão de ir até Marlon para lhe dar um longo abraço e elogiar o seu estilo de jogo.

Por ter uma personalidade forte, o jogador recebeu a braçadeira de capitão em várias categorias da base. Frio, tranquilo e muito técnico, ele era o batedor oficial de pênalti dos juniores.

Um dos principais responsáveis pela formação de Marlon, o gerente geral das divisões de base do Fluminense, Fernando de Simone, é mais um na torcida pelo sucesso do jovem zagueiro na equipe profissional do Tricolor.

- O Marlon começou como volante na base e dividia com o Nogueira a braçadeira de capitão do time 95 (geração de atletas que nasceram em 1995). Ele sempre mostrou muita qualidade, tem um estilo clássico. Por isso, sempre tivemos a esperança de que ele viria a ser um grande jogador. Nas excursões que fizemos à Europa no ano passado, fizemos um teste com ele como zagueiro e ele foi muito bem. Ele se adaptou bem à posição e evoluiu muito rápido. O que está acontecendo hoje é fruto da qualidade dele – comentou o dirigente.
Chegar ao time principal de seu clube é o grande objetivo de todo atleta de base. Imagine a euforia de um jovem jogador que tem a oportunidade de estrear num Maracanã lotado, em um jogo espetacular do Fluminense. Para compreender o que passa pela cabeça de Marlon neste momento, confira o que ele falou ao Site Oficial do Flu:

A oportunidade

Acho que chegou o meu momento sim. Acredito que as coisas acontecem no tempo de Deus. Se ele apontou para mim e disse que este é o momento, então vai ser. Agora é comigo. Preciso entrar em campo e fazer nas partidas tudo o que eu aprendi em Xerém. Tabalho exaustivamente desde os seis anos esperando por esta oportunidade. Se ela chegou, preciso corresponder às expectativas.

Xerém

Aprendi muito em Xerém. Lá, entendi o que é responsabilidade, comprometimento e dedicação. Além disso, sempre tive minha família do meu lado, me apoiando e me aconselhando. A minha preparação para este momento foi gradativa e não vai ser diferente a partir de agora. Tudo que aprendi, vou colocar em prática, mas sei que preciso continuar evoluindo.

Estreia

O coração fica a mil. Na cabeça, fica aquela ansiedade de mostrar o seu futebol, ajudar o grupo e conquistar o seu espaço. Mas essa emoção da estreia passou. Agora é focar no trabalho e manter a tranquilidade para render em campo o que eu sei que posso render.

Rendimento

O seu psicológico tem que estar muito bom. Ainda mais quando se enfrenta um time de tradição como o São Paulo. É preciso manter a tranquilidade e ser confiante. Eu sou muito crítico comigo e sei que posso jogar melhor do que joguei. Vou seguir jogando da forma que eu sempre joguei na base, de maneira tranquila e segura, sem dar chutão. Foi por conta do meu jeito de jogar que tive a oportunidade de subir, então não tem motivo para mudar o meu estilo.

Texto: Tiago Costa – Comunicação institucional FFC
Fotos: Divulgação FFC
Fonte: Site Oficial do Fluminense FC