Carreira de Thiago Neves no Flu foi marcada por fatos inusitados


RIO - Por pouco Thiago Neves não ganhou estátua no Fluminense. Cevallos, goleiro da LDU, deu uma mãozinha para evitar que o meia virasse ídolo ao defender aquele que seria o seu quinto gol na final de dois jogos da Libertadores de 2008. O jogador foi embora, mas as histórias que ele protagonizou serão eternas nas Laranjeiras. De cheque sem fundo à fuga de pedágio, passando pela assinatura de um pré-contrato com o Palmeiras, o Thiago Neves esteve sempre no centro das polêmicas no clube.

Renato Gaúcho, então treinador do Fluminense, não escondia que Thiago Neves tinha comportamento de garoto e precisava ser vigiado. O amigo e zagueiro Luiz Alberto que o diga. Dono de uma oficina mecânica, ele aceitou fazer reparos no carro de Thiago Neves. Na hora do pagamento, recebeu três cheques, mas, quando foi depositar, nada de fundos. O ex-capitão do Fluminense chegou a dar entrevistas no clube para falar do assunto, sem jamais criticar o amigo. No fim, Thiago Neves conseguiu pagar pelos serviços prestados e sempre levava os seus carros para a oficina em São Gonçalo.

Dever ter sido em uma destas idas ao município vizinho a Niterói que Thiago Neves resolveu passar direto pelo pedágio da Ponte Rio-Niterói. Sem dinheiro trocado, ele ficou nervoso e teria acelerado quando o carro da frente passou pela cancela.

- Ele era assim, mas nunca deixou de treinar ou de se preocupar com a gente quando o salário atrasava. Ajudava com cestas básicas - disse um funcionário do clube.

Pré-contrato de R$ 400 mil
Além do futebol, o carro sempre foi a grande paixão de Thiago Neves. Quando apareceu com um reluzente BMW branco nas Laranjeiras, chamou atenção. Já era campeão da Copa do Brasil (2007), até tinha dinheiro para comprá-la. Mas, quando a história veio à tona, estava tudo esclarecido. Em plena vigência do seu contrato com o Fluminense, ele resolveu assinar um pré-contrato com o Palmeiras, pelo qual teria recebido luvas de R$ 400 mil. É claro que o jogador não contou o que fizera ao então diretor de futebol do Fluminense, Branco, e ao técnico Renato Gaúcho. A culpa caiu em cima sobre o ex-empresário.

- Recebi o dinheiro, sim, e assinei o pré-contrato com o Palmeiras, porque naquela época em que a negociação estava aberta eu confiava na pessoa que estava ao meu lado. Estou muito arrependido pelo meu gesto, por ter omitido esse fato do Branco e do Renato Gaúcho, que são as pessoas mais importantes para mim no futebol - disse o jogador na época, depois de ter negado a existência do pré-contrato assinado.

Thiago Neves teve duas passagens pelo Fluminense. A última, em 2009, depois de implorar para sair do Al-Hilal. Hoje, ele está do outro lado.

- Tenho grandes amigos no Fluminense, mas isto ficará fora de campo - afirmou.

Fonte: Ge

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